Aos 5 minutos do primeiro tempo de Brasil x Haiti, o árbitro reverteu o tiro de meta do goleiro haitiano em escanteio a favor do Brasil. Raphinha cobrou pela primeira trave e a defesa haitiana afastou, mas o episódio chamou atenção pelo uso de uma norma inédita na competição.
A medida integra as novas orientações de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 destinadas a coibir o chamado 'antijogo'. Em tiros de meta e arremessos laterais, o juiz pode levantar a mão e iniciar uma contagem regressiva de cinco segundos. Se a cobrança não for executada dentro desse prazo, a bola é dada como escanteio ao adversário.
A regra já havia sido aplicada na rodada inicial do Grupo K, quando um tiro de meta da RD Congo virou escanteio para Portugal após demora do goleiro. No confronto do Brasil, a decisão aos 5 minutos deixou claro que a arbitragem pretende fiscalizar ativamente tentativas de perda de tempo desde o início dos jogos.
A mudança tem impacto tático imediato: equipes que adotavam cera precisarão ajustar rotinas de cobrança, e treinadores terão de orientar goleiros sobre a execução rápida de tiros de meta e laterais. A aplicação rigorosa também altera o custo de estratégias de gestão de tempo, especialmente nos minutos finais das partidas.