No Morumbi lotado, o São Paulo empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors e deu adeus à Copa Sul-Americana. A expectativa era de um time mais dinâmico, com titulares descansados depois da decisão de poupá‑los no clássico contra o Palmeiras. O que se viu foi o oposto: atuação apagada, perda de controle do meio e erros defensivos que custaram a classificação.
O primeiro tempo foi de total domínio argentino. O Boca controlou a posse e ditou o ritmo, enquanto a linha defensiva tricolor sofreu para recuperar a bola — Arboleda, em especial, teve dificuldades na recomposição, devolvendo seguidas vezes a posse ao adversário. Domingos e Sabino erraram passes que comprometeram a saída, e o meio-campo, com Danielzinho e Marcos Antônio em atuação discretíssima, não conseguiu dar amplitude nem proteger a defesa. No segundo tempo, um avanço excessivo de Sabino abriu espaço que permitiu a Lozano invadir a área e marcar o gol da classificação argentina.
O São Paulo ainda buscou o empate: um gol são‑paulino foi anulado por impedimento milimétrico de Luciano, flagrado pelo VAR, e Domingos Duarte teve força para empatar de cabeça no fim, mas já era tarde. Mais do que a eliminação, a partida expõe uma combinação perigosa de decisões de preparação e execução em campo. Poupanças táticas que visavam preservar o grupo para jogos de peso não surtiram efeito prático e agora rendem perguntas sobre o planejamento físico e técnico da comissão.
A derrota tem custo além da eliminação: abala a confiança da torcida e aumenta a pressão sobre Dorival Júnior para ajustar postura e montagem da equipe. Com mais de 55 mil presentes no estádio, a cobrança será por respostas imediatas nas próximas rodadas — especialmente sobre como recuperar consistência defensiva e o domínio do meio-campo que foram ausentes no duelo com os argentinos.