Viralizou nas redes sociais um vídeo gravado dentro do Estádio Azteca, na vitória do México por 2 a 1 sobre a África do Sul. Nas imagens, um torcedor com a camisa da seleção segura o que parece ser um celular; pouco depois abre a tampa do aparelho — que se revela um compartimento — e serve um líquido em um copo. O registro circulou amplamente nos perfis de torcedores e em páginas dedicadas à cobertura do Mundial.

A partida marcou a estreia dos anfitriões na Copa do Mundo, com gols de Quiñonez e Jiménez, e deixou o México na liderança do Grupo A. A FIFA tem regras claras que proíbem a entrada de bebidas alcoólicas nos estádios durante o torneio, e a cena reacendeu a discussão sobre o respeito às normas por parte do público e sobre o conteúdo real transportado no objeto, já que o vídeo não confirma a natureza da bebida.

Além do efeito curioso e do alcance nas redes, o caso levanta dúvidas objetivas sobre o controle de itens não convencionais na revista de segurança em eventos de grande porte. A criatividade do torcedor expõe possíveis falhas de fiscalização — ou, no mínimo, lacunas práticas — em um ambiente em que a gestão de multidões e a aplicação de regras são determinantes para o andamento das partidas.

Não há, até o momento, informação pública sobre qualquer ação disciplinar contra o torcedor ou sobre mudanças imediatas nos procedimentos de revista no Estádio Azteca. A repercussão, porém, deve obrigar organizadores e autoridades locais a reavaliar a checagem de objetos incomuns nas próximas partidas, incluindo a volta do México à Copa diante da Coreia do Sul.