Michel Kuka Mboladinga, o torcedor‑símbolo conhecido como 'Lumumba Vea', marcou presença em Guadalajara na partida da República Democrática do Congo pela Copa do Mundo. Convidado pela delegação, ele repetiu a performance que viralizou na Copa Africana das Nações: permanecer imóvel como uma estátua humana para incentivar a seleção.

Vestuário nas cores nacionais e gesto que remete a um discurso histórico, Mboladinga acenou para fotógrafos e recebeu tratamento de celebridade antes do duelo. Ele só conseguiu chegar ao México para o segundo jogo, após cumprir quarentena em razão de restrições sanitárias relacionadas ao surto de ebola no país.

O figurino e a encenação fazem referência direta a Patrice Lumumba, líder do movimento de independência congolesa e símbolo anticolonial. Lumumba assumiu o primeiro‑ministério em 1960 e foi assassinado em 1961; sua morte transformou‑o em mártir nacional. O episódio lembra ao público como símbolos políticos e memórias históricas atravessam o espetáculo esportivo.

No plano estritamente esportivo, a imagem do torcedor‑estátua amplia a visibilidade internacional da seleção congolesa e reforça a narrativa da torcida como elemento de identidade. Mboladinga acompanhou à distância o empate da RD Congo por 1 a 1 com Portugal e chegou ao México para apoiar o time na partida contra a Colômbia, transformando a arquibancada em palco de memória e paixão.