A Polícia Civil de São Paulo identificou seis torcedores ligados à organizada Camisa 12 por participação em um tumulto ocorrido na saída da Neo Química Arena, duas semanas após a eliminação do Corinthians da Conmebol Libertadores. O episódio ocorreu depois da derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, quando relatos indicam que torcedores tentaram abordar jogadores que deixavam o estádio.
Segundo o inquérito, os envolvidos teriam parado carros nas imediações da arena para identificar atletas e integrantes da comissão técnica. Os seis começarão a ser ouvidos na Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) nesta segunda-feira. Investigadores seguem trabalhando para localizar e identificar outros participantes do tumulto.
A apuração mira o crime de promoção de tumulto, previsto na Lei Geral do Esporte, cuja sanção administrativa pode chegar à proibição de entrada em estádios por até três anos. Além do aspecto penal e administrativo, o caso reforça o foco em responsabilidades e protocolos de segurança em eventos esportivos.
O caso tende a aumentar a pressão sobre clubes, organizadas e órgãos de segurança para revisar procedimentos de saída e proteção de jogadores. Para evitar novos episódios, autoridades e a direção do Corinthians terão de demonstrar medidas concretas, sob pena de repetição do desgaste institucional e de risco à integridade de atletas e torcedores.