A 4.300 km de Quito, um grupo de cerca de 15 torcedores da LDU decidiu acompanhar o clube na quarta rodada da Libertadores em São José do Rio Preto. A presença no interior paulista mostra a mobilização de torcidas sul-americanas mesmo em jogos fora dos grandes centros e soma um componente humano à rotina do torneio.
Um dos mais experientes é Diego Rivera, 32 anos, que seguiu a equipe em diferentes países nesta edição: viu partidas em Quito, viajou à Bolívia e esteve na Argentina. Para muitos, a jornada combinou ônibus, carro e avião — trajetos longos e improvisados em nome da presença nas arquibancadas e do apoio ao campeão nacional do Equador.
A vinda até o Maião só foi viável graças à articulação com membros de uma sub-sede da organizada do São Paulo, que ofereceram recepção, churrasco e assistência logística. Líderes locais enfatizaram a preocupação com a segurança e com a manutenção da paz durante a programação, priorizando escolta até o estádio e retorno seguro após o jogo.
Além do aspecto festivo, a viagem ilustra o papel das torcidas organizadas como ponte cultural entre países e a importância de planejamento para receber visitantes estrangeiros em jogos fora da capital. Para a LDU, a mobilização interna reforça a torcida em uma partida decisiva; para as comunidades locais, é um teste de logística e convivência nas arquibancadas.