Uma faixa em homenagem a Marcos Lamacchia apareceu em São Januário antes da partida contra o Vitória, pela Copa do Brasil. A peça, posicionada atrás de um dos gols em um setor que não recebe torcida, dizia bom acolhimento ao empresário que apresentou proposta pela SAF do clube.
A ação dos torcedores ganha significado político e econômico: trata-se de um sinal público de apoio a um interessado cuja oferta servirá como referência mínima no processo competitivo conduzido pela UPI Equity. Clube e potencial comprador, porém, permanecem à espera da autorização da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio, para que o leilão seja aberto.
Na semana passada Lamacchia já havia marcado presença no estádio do Palmeiras com uma camisa do Vasco e afirmou que aguarda a liberação judicial para avançar com o projeto. A expectativa é que, com a disputa aberta, outros interessados possam apresentar propostas; se surgir uma oferta maior, Lamacchia terá o direito de igualar o valor.
O episódio reforça a dimensão pública da negociação: além do aspecto econômico, a visibilidade de apoios e manifestações na arquibancada tende a influenciar a percepção sobre a viabilidade da transação. Até que a Justiça autorize o procedimento competitivo, a negociação segue em compasso de espera.