A paciência da torcida do Internacional se esgotou após a derrota por 3 a 2 para o Santos, neste domingo, e a sequência negativa da semana — que incluiu eliminação para o Grêmio. Um grupo de torcedores concentrou-se na passarela sobre o estacionamento do Beira-Rio, via por onde os jogadores deixam o estádio, e tentou forçar a entrada na área que dá acesso ao setor conhecido como Coração do Gigante.

Seguranças do clube bloquearam o portão e conseguiram impedir a invasão, mas o episódio degenerou em tumulto no pátio: dois torcedores derrubaram gradis e houve correria. A Brigada Militar atuou para conter a mobilização e deslocou o batalhão de choque para isolar o perímetro quando a situação se tornou mais tensa. O confronto aconteceu na saída dos torcedores, em um momento de irritação evidente nas arquibancadas.

O principal foco das manifestações foi o presidente Alessandro Barcellos. Durante o jogo, parte da torcida cantou pedidos de renúncia ao dirigente, que recebeu xingamentos enquanto a equipe caía por 3 a 0 no primeiro tempo. Muitos torcedores deixaram o estádio antes do intervalo. O Inter reduziu a diferença na etapa final, mas não evitou a derrota por 3 a 2.

Além do risco imediato à segurança no entorno do estádio, o episódio amplia o desgaste político em torno da diretoria colorada. Pedidos públicos de saída, derrubada de gradis e a necessidade de intervenção policial revelam perda de confiança e exigem resposta administrativa: além de medidas para reforçar a ordem, o clube terá de lidar com a pressão interna e com o impacto na imagem junto à própria torcida.