O amistoso entre Irlanda e Catar, realizado em Dublin, foi paralisado por protestos da torcida irlandesa que lançou bolas de tênis com adesivos da bandeira da Palestina no gramado. A partida precisou ser interrompida duas vezes no primeiro tempo enquanto a segurança removia os objetos e detinha manifestantes.
Os torcedores pediam o cancelamento do duelo que a Irlanda tem marcado contra Israel na Liga das Nações, no dia 27 de setembro (horário de Brasília). Embora Israel seja o mandante do jogo, a tendência é que o confronto ocorra fora do território israelense, como já ocorreu em competições anteriores devido à guerra.
O episódio volta a colocar a seleção irlandesa e as federações no centro de um debate mais amplo sobre a presença de Israel em competições internacionais. Nos últimos meses, vozes como a do técnico Heimir Hallgrímsson e de atletas têm defendido medidas mais duras; um grupo de jogadores, entre eles nomes de peso do futebol mundial, chegou a pedir sanções à UEFA.
No plano prático, a interrupção em Dublin expõe um dilema para organizadores e autoridades: além do risco à segurança imediata, há custo político e logístico para manter calendários com partidas sensíveis. Para a seleção irlandesa, o protesto amplia a pressão por respostas claras das instâncias que regulam o esporte sobre como tratar confrontos que se cruzam com crises geopolíticas.