Na tarde em que quatro torcidas organizadas se concentraram na entrada do CT Carlos Castilho, jogadores e dirigentes do Fluminense foram cobrados presencialmente por uma sequência sem vitórias. Atletas como Guga, Freytes e Jemmes desceram dos carros e ouviram críticas diretas sobre desempenho, tomadas de decisão e posturas após jogos importantes.

Entre as reclamações, o principal ponto foi o adiamento do clássico contra o Flamengo: a torcida entende que a alteração da data encurtou o tempo de descanso para o duelo pela Libertadores e que isso prejudicou o rendimento. A diretoria — representada pelo presidente Mattheus Montenegro e pelo vice Ricardo Tenório — explicou que a decisão não dependia só do clube e que havia indício de aceitação por parte da entidade organizadora, mas reconheceu a frustração dos apoiadores.

Além da data do jogo, os organizados pediram cobrança à CBF por erros de arbitragem e questionaram o comportamento emocional do time após sofrer gols. Houve também insinuações sobre existência de 'panelas' no elenco, que foram negadas em público pelos representantes do grupo de jogadores presentes, como Samuel Xavier, Renê, Martinelli e Canobbio, que defenderam compromisso e empenho.

O protesto amplia a pressão sobre uma equipe que não vence há quatro partidas e amarga a terceira colocação no Grupo C da Libertadores, com quatro jogos pela frente. A rotina do clube segue agora para a viagem até a Vila Belmiro, onde o Fluminense enfrenta o Santos domingo às 16h, em partida que pode aliviar ou reforçar a cobrança externa e interna.