Torcedores do São Paulo se reuniram na tarde desta quinta-feira na entrada do CT da Barra Funda para protestar após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. O reforço policial foi deslocado para posicionamento diante da entrada do centro de treinamento.

Jogadores, entre eles o atacante Calleri, foram até o portão para ouvir reclamações. O argentino reconheceu que o time falhou em partidas decisivas e pediu que a torcida mantenha o apoio, lembrando que o elenco não cumpriu promessas feitas internamente — avançar na Copa, vencer o clássico contra o Corinthians e atingir 30 pontos no Brasileiro (o time tem 24).

Os principais alvos dos protestos foram o executivo de futebol Rui Costa e o próprio grupo de atletas. A mobilização incluiu xingamentos dirigidos ao elenco, pedidos de queda da direção e ameaças de confrontos caso jogadores sejam encontrados fora do clube. A principal organizada também manifestou nas redes sociais o desejo pela saída de Rui Costa.

Enquanto isso, Rui Costa e o dirigente Rafinha estão em Florianópolis para tratar da contratação de Dorival Júnior; a tendência atual é mantê‑lo no cargo. Mas o episódio na Barra Funda aumenta a pressão sobre a diretoria e expõe um desgaste político e institucional: além do resultado esportivo, o clube terá de administrar confiança perdida e decidir se responde ao vácuo de performance com mudanças na gestão ou blindagem técnica.