A principal torcida organizada do São Paulo conduziu um protesto silencioso no começo da partida contra o Internacional, no Morumbi. A ação, limitada aos primeiros 15 minutos, foi uma reação direta a declarações do treinador Dorival Júnior sobre a ansiedade dos jogadores após a recepção antes do jogo decisivo contra o Boca Juniors.
No setor onde a organizada se concentra, uma faixa pediu silêncio e o líder conhecido como Baby explicou nas redes que a medida visava não 'assustar' os atletas — justificativa publicamente usada para marcar posição contra comentários do técnico. O gesto é leitura clara de insatisfação entre parte da torcida com a condução do clube.
O São Paulo abriu o placar aos 14 minutos, mas o gol não interrompeu o protesto; apenas após o período combinado a organizada reagiu com um cântico pedindo respeito à camisa tricolor. A mobilização acontece dias depois do recorde de público na eliminação para o Boca, contrastando com a venda antecipada de 21 mil ingressos para esta partida.
Além do recado simbólico ao corpo técnico e ao elenco, o episódio tem efeito prático: expõe uma atmosfera tensa no entorno do clube e evidencia perda de fôlego nas arquibancadas após a derrota continental. Em campo, o duelo era tratado como confronto direto na tabela — São Paulo com 33 pontos (12º) e Internacional em zona de risco com 28 (18º) — e o protesto adiciona pressão política e emocional para a reta final do Brasileiro.