O Tottenham já investiu pesado na janela de 2026/27: mais de €354,7 milhões — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões — em reforços anunciados nesta temporada. Apesar do desembolso recorde, o técnico Roberto De Zerbi afirmou que o clube ainda avalia a possibilidade de trazer mais um jogador antes do fechamento do mercado, o que mantém aberta a estratégia de reforço mesmo após enorme gasto inicial.
Entre os nomes contratados estão Tonali, Mateus Fernandes, Marmoush, Savinho, Senesi, Van Hecke, Robertson e o goleiro Dúbravka. De Zerbi reconheceu que o mercado foi mais ativo do que esperava e disse que existe a intenção de acertar um reforço “para uma posição específica”, sem detalhar qual vaga seria essa. O treinador também participou de um jantar com proprietários e executivos para discutir esse último esforço.
Ao mesmo tempo, o técnico não descartou saídas: jogadores como Vuskovic, Romero, Spence, Lankshear, Veliz, Phillips, Solomon e Devine já deixaram o clube nesta janela, e outros podem sair caso apareçam propostas. A mensagem é clara: para permanecer no elenco, os atletas precisam estar motivados; caso contrário, o clube está disposto a negociar.
O cenário traz tensões palpáveis. Após estrear com derrota por 3 a 0 para o Brentford, o Tottenham encara o Newcastle pressionado, e a necessidade de integrar rapidamente as novidades soma-se à urgência de dar respostas dentro de campo. A insistência em mais uma contratação, mesmo após o maior investimento da história do clube, revela uma busca por equilíbrio imediato entre qualidade e opções táticas.
Do ponto de vista esportivo e financeiro, a conta ainda pode pesar. Gastos extraordinários elevam expectativa por resultados e aumentam a pressão por vendas que compensem parte do investimento. Se as chegadas não trouxerem retorno rápido, a diretoria terá de justificar o desembolso e gerir um elenco renovado que, por ora, ainda não encontrou resposta nos resultados.