A direção do Internacional mantém aberta a busca por um centroavante e tem Alex Arce — artilheiro da atual edição da Libertadores — como alvo prioritário. A negociação, porém, esbarra na postura do Independiente Rivadavia, que não pretende liberar o atacante antes da partida de volta das oitavas contra o Fluminense, na próxima semana, depois do 0 a 0 no Maracanã.

Além da resistência argentina, a movimentação colorada no mercado convive com um risco interno: a possibilidade de transfer ban por dívidas com outros clubes. Nos bastidores, o tema ganhou atenção e passou a ser tratado com cautela pela diretoria, que avalia o impacto de uma eventual punição sobre a inscrição de reforços nesta janela.

Enquanto monitora o desfecho da situação de Arce, o Inter avança em outras frentes: há encaminhamento para a chegada de Niclas Eliasson, jogador de beirada que ocupa função distinta da de centroavante. O clube também dialogou com Cédric Bakambu, mas comunicou oficialmente o fim das conversas por divergências nas condições. A prioridade permanece em repor Borré, que retornou ao River Plate no início da janela.

O acúmulo de obstáculos — resistência do clube vendedor e risco de bloqueio de transferências — traz pressão operacional e política sobre a gestão do futebol. Se a ameaça de transfer ban se materializar, além de prejudicar o planejamento esportivo, ampliará a cobrança pela regularização de dívidas e por maior eficiência administrativa na montagem do elenco.