Uma onda de montagens em estética dos anos 80 tem circulado em redes e portais: algoritmos de inteligência artificial aplicam cores, granulação e cortes de época a fotos de jogadores e treinadores. Entre os nomes transformados estão atletas como Neymar, Vinicius Júnior, Endrick, Fred e Gabigol, além de técnicos que aparecem na montagem.
O efeito apela à memória visual do torcedor — ombreiras imaginárias, paleta desbotada e cortes de cabelo marcantes recriam uma imagem nostálgica do futebol. A tendência também cruza fronteiras de clubes e ligas, reunindo figuras de times brasileiros e europeus em um mesmo vocabulário estético, o que explica o alcance editorial e nas redes.
Além do apelo curioso, as imagens levantam questões práticas: direitos de imagem, autoria das montagens e potencial de uso comercial sem autorização. Há também um debate sobre deepfakes e a linha entre brincadeira estética e manipulação que pode confundir torcedores ou ser reaproveitada fora do contexto original.
A tendência ilustra como a IA já reconfigura a forma como o futebol é representado — capaz de gerar engajamento e nostalgia, mas também de provocar dilemas legais e éticos. Clubes, atletas e plataformas terão que decidir se abraçam essa linguagem visual autoral ou estabelecem limites para seu uso.