Pela primeira vez sediada por três países, a Copa de 2026 traz um fato curioso nas oitavas: Estados Unidos, México e Canadá continuam vivos na competição. Nenhuma das três seleções figura entre as favoritas ao título, mas a combinação de chave relativamente favorável e estádio cheio tem empurrado os anfitriões além da fase de grupos.

O México tem sido o mais consistente até agora: comandado por Javier Aguirre, soma quatro vitórias em quatro jogos, marcou oito gols e ainda não sofreu. O atacante naturalizado Quiñones lidera o ataque com três gols. As comemorações nas ruas da Cidade do México mostraram clima popular que, em grande medida, se sobrepôs aos protestos previstos para o período. Historicamente, porém, a seleção mexicana nunca passou da sexta colocação em Copas e viu justamente nas edições que sediou—1970 e 1986—eliminação nas quartas; o resultado nas oitavas contra a Inglaterra será testamento sobre até onde a seleção pode ir sob pressão caseira.

Os Estados Unidos chegam às oitavas com três vitórias e uma derrota. A equipe de Mauricio Pochettino aposta numa renovação que vem dando resultado, com nomes como Pulisic e Balogun — este com três gols — e no incremento de público que, por anos, desprezou o futebol. Seattle recebe o confronto diante da Bélgica, que ainda conta com um núcleo veterano: o duelo vai medir se o fator casa compensa a relativa inexperiência do elenco americano em fases decisivas; lembrando que, quando sediou em 1994, os EUA caíram nas oitavas diante do futuro campeão Brasil.

O Canadá, tradicional potência de hóquei, tem surpreendido ao lotar estádios em Toronto e Vancouver. Com duas vitórias, um empate e uma derrota, a seleção de Jesse Marsch tem em Jonathan David seu artilheiro, com três gols. Disputando a terceira Copa, o país conquistou sua primeiras vitórias em Mundiais nesta edição, mas ao terminar em segundo no grupo perdeu a chance de jogar as fases eliminatórias em casa. Enfrenta o Marrocos em Houston — repetição do confronto de 2022, quando os norte-africanos levaram a melhor — numa partida que dirá se a formação atual canadense evoluiu desde o Qatar.