Há 16 anos, aos 55 minutos da abertura da Copa realizada na África do Sul, Siphiwe Tshabalala acertou um chute no ângulo que não só abriu o marcador como entrou para o acervo de imagens do torneio. O golaço, construído pela esquerda e finalizado por trás de Óscar Pérez, explodiu o Soccer City de Joanesburgo e teve uma comemoração que misturou ritmo e identidade cultural, junto a três companheiros.

Nesta semana, quando México e África do Sul voltam a protagonizar o jogo de abertura — desta vez no Estádio Azteca, com horário marcado para quinta-feira às 16h (de Brasília) — a lembrança daquele lance volta à discussão. Fora das quatro linhas, Tshabalala encerrou a carreira em 2021 e consolidou uma presença pública direta: soma mais de um milhão de seguidores e é garoto‑propaganda de marcas locais.

A atuação fora dos gramados é marcada por iniciativas sociais. Pela Siphiwe Tshabalala Foundation, o ex‑meia concentra ações voltadas à formação de crianças carentes, usando o futebol como ferramenta de inclusão e mobilidade social. Na visão dele, a repercussão daquele gol extrapolou o esporte e virou mensagem de possibilidade para jovens que buscam oportunidades.

Nos últimos meses, Tshabalala deu passos também na formação pessoal: concluiu curso em Entretenimento, Mídia e Esportes na Universidade de Harvard, movimento que ele próprio comemorou como um novo capítulo. Para esquentar a reedição do duelo de 2010, um amistoso entre lendas terminou 5 a 2 para o México; Tshabalala marcou de pênalti e tentou reviver a dancinha que o tornou reconhecível, lembrando que a trajetória do atleta transita entre memória esportiva, influência pública e trabalho social.