Thomas Tuchel deixou claro que a vitória por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia, no último amistoso antes da Copa do Mundo, não apaga a insatisfação com a atuação da equipe. O treinador disse ter gostado mais do segundo tempo, quando o time voltou a ocupar posições e acelerar o jogo; o gol saiu no fim da primeira etapa, por Harry Kane.

O ponto principal da crítica de Tuchel foi o excesso de improvisação no primeiro tempo: jogadores fora das posições, ritmo baixo e dificuldade para pressionar. Segundo o técnico, ações como cruzamentos e chutes de longa distância — além do uso recorrente de bolas longas — destoaram do que vinha sendo treinado nos últimos dias.

O resultado convém, mas a passagem deixa sinal de alerta técnico a poucos dias da estreia no Grupo L, diante da Croácia em 17 de junho. Em um grupo que também tem Gana e Panamá, a equipe inglesa precisa ajustar posicionamento e intensidade para não expor fragilidades táticas contra adversários de maior porte.

Na avaliação do comando, a vitória trouxe apenas segurança pontual. O desafio agora é converter treinos em automatismo de jogo: manter a velocidade, reduzir as ações fora do plano e recuperar a identidade tática que Tuchel quer ver quando a competição começar.