O técnico Thomas Tuchel provocou repercussão ao pedir que pais ingleses liberem filhos das aulas para assistir ao confronto entre Inglaterra e México, pelas oitavas da Copa do Mundo. A partida, marcada para 1h de segunda-feira no horário britânico, pode se estender até as 4h em caso de prorrogação e pênaltis, argumento usado pelo treinador para justificar o apelo.

Em tom de convencimento, Tuchel minimizou a perda eventual de uma manhã de escola, lembrando que um Mundial é um evento que se repete a cada quatro anos, e sugeriu que os responsáveis escrevessem justificativas às escolas para que os alunos pudessem acompanhar a seleção. Segundo o treinador, o apoio das crianças tem peso emocional para a equipe neste momento da competição.

A intervenção do treinador foi rechaçada pelo governo do Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer deixou claro que, embora a decisão final seja dos pais, a orientação oficial é para que os estudantes compareçam às aulas normalmente. A ministra da Educação, Jacqui Smith, propôs uma alternativa prática: que os torcedores tentem compensar o sono com um cochilo, em vez de liberar faltas escolares.

O episódio expõe o choque entre o calendário escolar e os horários impostos por um torneio global, além de mostrar como um comentário esportivo pode rapidamente virar debate público. Para agentes educacionais, a posição governamental ressocia a prioridade por rotina e aprendizagem; para torcedores, revela a tensão entre paixão pelo futebol e compromissos cotidianos.