A seleção da Inglaterra venceu o México por 3 a 2 e avançou às quartas de final da Copa do Mundo 2026, mas a comemoração foi ofuscada pelas críticas do técnico Thomas Tuchel à arbitragem. Após o jogo na Cidade do México, o treinador alemão fez duras observações sobre o árbitro central, o quarto árbitro e a equipe do VAR.
Tuchel citou nominalmente o árbitro australiano Alireza Faghani e o quarto árbitro Jalal Jayed, do Marrocos, além de apontar que toda a equipe do VAR era composta por sul‑americanos — com o colombiano Nicolas Gallo entre os assistentes. O treinador questionou, em especial, a revisão que resultou no pênalti convertido por Raúl Jiménez aos 22 minutos do segundo tempo e a expulsão de Quansah anterior à virada.
No tom crítico, Tuchel avaliou que algumas decisões foram equivocadas e insuficientes do ponto de vista técnico, uma declaração que tende a alimentar o debate sobre critério, preparo e percepção de imparcialidade em lances decisivos. Em torneios desse porte, reclamações públicas de técnicos elevados ao microfone têm potencial para intensificar a pressão sobre comissões de arbitragem e a cobertura midiática das regras do VAR.
Apesar da controvérsia, a Inglaterra segue na competição e enfrenta a Noruega nas quartas de final, sábado às 18h (horário de Brasília), em Miami. No resultado e na forma como as decisões foram contestadas está a pauta seguinte: além da vaga, o tema que irá acompanhar a equipe até o próximo duelo é a discussão sobre a qualidade e o impacto das arbitragens.