A Inglaterra foi eliminada pela Argentina por 2 a 1 na semifinal em Atlanta, resultado que manteve viva a discussão sobre a postura inglesa no segundo tempo. Anthony Gordon abriu o placar para os britânicos, mas Enzo Fernández igualou e Lautaro Martínez marcou o gol da virada nos acréscimos, após forte pressão argentina.

Na coletiva seguinte à partida, Thomas Tuchel rechaçou a narrativa de que a seleção teria adotado uma postura “covarde” ao administrar a vantagem. O técnico admitiu que a equipe ficou mais passiva depois do gol, mas disse que as mudanças — inclusive a entrada de uma linha defensiva mais cautelosa — foram tomadas com base em instinto competitivo e experiência, visando o resultado.

As substituições, que chegaram a formar uma retaguarda com cinco defensores, deram razão aos críticos que apontaram perda de iniciativa. A leitura tática expõe Tuchel a escrutínio: se por um lado ele afirma não se arrepender das decisões, por outro a sequência de recuo e a vitória sofrida da Argentina levantam dúvidas sobre gerenciamento de momentos decisivos.

A decisão tem também desdobramentos institucionais: Tuchel renovou contrato com a seleção inglesa até a Eurocopa de 2028, e a cláusula que previa rescisão amigável em caso de eliminação precoce não se aplica porque a equipe alcançou as semifinais. O técnico lembrou que um triunfo sobre a França no jogo pelo terceiro lugar representaria o melhor desempenho inglês em Copas nas últimas seis décadas — e, no mínimo, serviria para conter críticas imediatas.