A Federação Tunisiana confirmou Moin Chaabani como novo técnico para o ciclo até a Copa do Mundo de 2030. A contratação, com contrato de quatro anos, marca o terceiro comando técnico da seleção em pouco mais de um mês, sequência que expõe instabilidade na gestão esportiva do país após o fracasso no Mundial de 2026.
O processo começou em janeiro, quando Sabri Lamouchi foi contratado para um vínculo de dois anos e meio, mas dirigiu apenas cinco partidas e foi demitido em 15 de junho, logo após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia do torneio. Hervé Renard foi chamado em caráter temporário em 16 de junho para terminar a participação, mas anunciou o fim do vínculo em 4 de julho. A Tunísia se despediu na fase de grupos sem somar pontos, resultado inédito para a seleção.
Chaabani, de 45 anos, chega com currículo regional: deixou o Renaissance de Berkane, já treinou o Esperance, o El Masry e o Cleopatra FC, e soma títulos nacionais e continentais, incluindo duas Ligas dos Campeões da África. A federação aposta na experiência doméstica e regional para dar sequência a um projeto que agora exige reconstrução técnica e estabilidade administrativa.
Ainda assim, a sucessão rápida de treinadores levanta dúvidas sobre a capacidade da federação de garantir continuidade tática e planejamento de longo prazo. Trocas frequentes de comando, especialmente após derrotas pesadas como 5 a 1 para a Suécia e 0 a 4 para o Japão, tendem a dificultar a recuperação do grupo e aumentar a pressão sobre Chaabani para entregar resultados, transformar a imagem da seleção e reverter o desgaste antes do próximo ciclo.