A derrota por 5 a 1 para a Suécia, na estreia da Tunísia no Grupo F da Copa do Mundo, levou à demissão do treinador Sabri Lamouchi. A informação foi divulgada primeiro pelo jornalista francês Romain Molina e, em seguida, confirmada por outros veículos. Segundo apuração, a federação tunisiana (FTF) realizou uma reunião de emergência em Monterrey logo após o jogo.

Contratado em janeiro com um vínculo de dois anos e meio, Lamouchi deixa o cargo após apenas cinco partidas: uma vitória (Haiti), um empate (Canadá) e três derrotas — Austria (1 a 0), Bélgica (5 a 0) e Suécia (5 a 1). No total, a equipe sofreu 11 gols e marcou apenas dois, números que explicam a decisão rápida da direção técnica.

A expectativa é de que Mondher Kebaier, diretor técnico da federação e com passagem anterior como treinador da seleção, assuma como interino pelo restante do torneio. A Tunísia volta a campo no domingo, dia 21, contra o Japão, e fecha a fase de grupos dia 25 diante da Holanda, compromissos que agora terão de ser encarados com urgência por uma comissão técnica em transição.

Além da pressão esportiva, a cobertura tunisiana registrou uma confusão ao fim da partida: o filho de Lamouchi teria se envolvido em uma briga com um torcedor e sido contido por seguranças, segundo reportagens locais. Em cenário mais amplo, a demissão relâmpago expõe fragilidade do projeto técnico iniciado em janeiro e aumenta a necessidade de respostas rápidas da federação sobre a capacidade de reestruturação do elenco e da comissão para os jogos decisivos.