A Turquia deu adeus à disputa por vagas nas oitavas de final da Copa do Mundo com uma estatística que sintetiza frustração: 62 finalizações em dois jogos e zero gol. A equipe comandada pelo italiano Vicenzo Montella começou mal, perdendo por 2 a 0 para a Austrália, quando finalizou 30 vezes, e voltou a desperdiçar muitas chances contra o Paraguai, com 32 tentativas, numa partida em que o adversário ficou com um jogador a menos após a expulsão de Almirón.

O contraste entre volume e eficiência é explícito. A Turquia soma a maior média de finalizações do torneio até agora — 31 por partida — e detém os dois maiores números de tentativas em um único jogo nesta edição. Ainda assim, a incapacidade de converter oportunidades transformou domínio estatístico em eliminação precoce: o saldo final foi de muitas chances criadas e nenhum gol marcado.

No aspecto técnico, o resultado levanta questões sobre escolha de elenco, coordenação ofensiva e trabalho específico de finalização. Montella terá de responder à repercussão: o desempenho expõe falta de precisão nas conclusões e gera pressão imediata sobre a comissão técnica. Para a seleção, a eliminação com uma rodada de antecedência reduz a margem de manobra e joga luz sobre a necessidade de ajustes antes de competições futuras.

Restará ao grupo a última partida como teste de reação e ajuste de imagem, mais do que disputa por classificação. Para torcedores e dirigentes, o saldo é claro: volume não basta. A Turquia sai da Copa com números chamativos, mas com custos esportivos e de credibilidade que exigirão respostas rápidas.