Cinco anos após a última atuação marcada por uma fratura no tornozelo contra Dustin Poirier, Conor McGregor voltou ao octógono no UFC 329 com a expectativa de reagir. O retorno durou 69 segundos: após uma voadora, o irlandês teve o joelho direito comprometido ao pisar no chão, tentou continuar, escorregou em uma tentativa de chute e acabou sendo dominado por Max Holloway antes do combate ser encerrado por nocaute técnico.

Imagens da entrada ao octógono apontaram alguma dificuldade de movimentação prévia, e o presidente Dana White afirmou que suspeita de rompimento do ligamento cruzado anterior. McGregor deixou a arena imediatamente e ainda passará por exames detalhados; a cena frustrante transforma um confronto muito aguardado em um anticlímax e abre dúvidas sobre a capacidade de recuperação e o calendário do irlandês.

Para Holloway, a vitória reafirma sua transição de categoria — ele vinha de derrota na disputa do cinturão BMF e já declarou interesse em um novo encontro com McGregor. No mesmo card, o inglês Paddy Pimblett convocou a torcida inglesa ao finalizar Benoit Saint Denis em 52 segundos com um triângulo que deixou o francês desacordado, enquanto Robert Whittaker estreou com nocaute sobre Nikita Krylov no meio-pesado e Gable Stevenson impôs amplo domínio em sua estreia.

O resultado principal do UFC 329 tende a reprogramar a agenda do evento e da promoção: promessas de revanche e faturamento imediato sofrem com a incerteza médica de McGregor, e o espetáculo perde o clímax que justificava o hype. Do ponto de vista esportivo, a noite favoreceu nomes em ascensão; do ponto de vista comercial e narrativo, deixou um vácuo que o UFC terá de preencher com rapidez e transparência sobre o estado físico do astro.