O card do UFC neste sábado, no Apex, em Las Vegas, teve saldo negativo para o Brasil: duas derrotas com desfechos distintos e preocupantes. Raoni Barcelos acabou nocauteado tecnicamente no quinto round após uma queda no fim do combate contra Raul Rosas Jr. e precisou ser retirado do octógono em maca e encaminhado ao hospital. O mexicano foi declarado vencedor por TKO a 1min38s do quinto assalto, e o placar mostrado pelo UFC indicava que os juízes já haviam marcado vantagem para Raoni antes do desfecho.
A luta entre Raoni e Rosas Jr. teve ritmo acelerado desde o início, com trocação intensa e alternância de quedas e controle. Raoni parecia dominar a maior parte dos rounds, impondo quedas e posição nas costas, mas a sequência final — quando foi projetado ao solo — resultou na lesão que o impediu de continuar. O episódio traz dúvidas sobre a gravidade do problema físico e interrompe momentaneamente a trajetória do brasileiro no peso-galo.
No combate feminino, a argentina Ailín Pérez superou Norma Dumont por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) em uma luta marcada por provocações antes e depois do cage, mas que ao longo dos 15 minutos não correspondeu à expectativa de maior violência técnica. Pérez soma agora sete vitórias seguidas no UFC e voltou a pedir uma chance de disputar o cinturão, que será colocado em jogo em novembro na defesa entre Kayla Harrison e Amanda.
O fim de semana em Las Vegas deixa dois efeitos claros para o Brasil: o revés físico e imediato de Raoni, cuja prioridade agora é a recuperação, e o recuo competitivo de Norma, que terá de reagendar sua trajetória na divisão. Para a brigada brasileira no Ultimate, as derrotas também significam perda de momentum e aumentam a pressão por respostas técnicas e médicas da equipe — tanto no curto prazo quanto na preparação para os próximos cards.