Deniz Undav entrou no segundo tempo e definiu a classificação alemã ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, em Toronto. Foi o suficiente para transformar o atacante em protagonista imediato do debate sobre a escalação de Julian Nagelsmann: mesmo vindo do banco, ele já é o artilheiro da Alemanha no torneio, com três gols.

A arrancada do jogador tem respaldo num 2023/24 de destaque pelo Stuttgart — 25 gols e 14 assistências em 45 partidas, sendo 19 gols no Campeonato Alemão, atrás apenas de Harry Kane. Na seleção, o retrospecto chama atenção: 11 jogos, nove gols e quatro assistências, desempenho mais produtivo nos primeiros duelos do que o início de Miroslav Klose (cinco gols nos primeiros 11 jogos).

A presença de Undav reacendeu a rusga pública entre Nagelsmann e Jürgen Klopp. O ex‑técnico do Liverpool chegou a sugerir sua entrada na equipe titular, comentário que teve repercussão e levou Klopp a um pedido de desculpas posterior. Nagelsmann, por ora, privilegia o papel de impacto do atacante saindo do banco, mas admitiu que a posição será discutida antes do jogo contra o Equador.

Para o técnico e para a equipe, o dilema tem consequências práticas: escalar Undav altera o estilo ofensivo — mais presença de área, menos mobilidade que opções como Havertz ou Musiala — e força escolhas táticas que afetam a dinâmica do meio. Se o atacante mantiver a eficiência, a pressão para recompor os 11 iniciais aumenta e Nagelsmann terá de decidir entre consistência de sistema ou acomodar o momento de forma do homem‑gol na reta final da fase de grupos.