O Uruguai chega a Guadalajara com as margens mínimas: após empates com Arábia Saudita e Cabo Verde, só a vitória contra a Espanha garante a classificação sem depender de outros resultados. Nunca derrotado pelos espanhóis em 10 confrontos — cinco vitórias da Espanha e cinco empates —, o time uruguaio vive mau momento: não venceu em 2026 (quatro empates) e acumula seis partidas sem triunfo.

O técnico Marcelo Bielsa sublinhou a urgência das circunstâncias: "Como uma final, em que nenhum detalhe pode ser ignorado. Temos que disputar cada metro, cada bola, ao máximo." Na avaliação do treinador, enfrentar a Espanha exige reduzir o tempo de posse do adversário e criterio na defesa, tentando impedir que a seleção espanhola dite o ritmo por longos períodos.

Como uma final, em que nenhum detalhe pode ser ignorado. Temos que disputar cada metro, cada bola, ao máximo. Não podemos jogar um jogo como esse sem atentar ao aspecto decisivo.

Além do aspecto tático, o ambiente interno soma pressão. Bielsa assumiu em 2023 e teve resultados relevantes nas Eliminatórias, mas a relação com o grupo tem sido tensa — episódio mais notório envolvendo Luis Suárez na Copa América 2024. Sob o comando de Bielsa, a seleção registrou 15 vitórias, 16 empates e 7 derrotas em 38 jogos. O time também não realizou amistosos preparatórios antes do Mundial, segundo o histórico recente.

No Grupo H, a Espanha lidera com quatro pontos; Uruguai e Cabo Verde têm dois, e a Arábia Saudita fecha com um. Quem terminar em primeiro enfrentará o segundo colocado do Grupo J; o segundo colocado do Grupo H cruzará com a Argentina. Uma derrota uruguaia ampliaria o desgaste sobre Bielsa e complicaria seriamente a continuidade do projeto; uma vitória, ao contrário, devolveria fôlego e legitimidade para o técnico e para a seleção avançarem na Copa.