A vitória do PSV por 3 a 1 sobre o Ajax, no sábado pela quinta rodada do Campeonato Holandês, ficou em segundo plano diante de um lance aos 35 minutos do segundo tempo: Ruben van Bommel acertou uma trombada violenta em Aaron Bouwman. O zagueiro do Ajax sofreu lesões no rosto, no pescoço e no esterno, além de esmagamento pulmonar; a previsão divulgada é de pelo menos quatro semanas longe dos campos.

Apesar da gravidade, o árbitro Sander van der Eijk aplicou apenas cartão amarelo a Van Bommel. O VAR, presidido por Pol van Boekel, não sugeriu revisão da jogada, decisão que provocou críticas imediatas na imprensa e nas redes sociais. Na sequência, jogadores do Ajax partiram para cima do atacante do PSV e a partida teve uma briga generalizada: Youri Baas recebeu amarelo, assim como três atletas no banco — Ivan Perisic e Lutsharel Geertruida (PSV) e Steven Berghuis (Ajax).

Nesta segunda-feira, o jornalista Mike Verweij, do De Telegraaf, informou que o Ministério Público do futebol profissional holandês não pretende abrir inquérito contra Van Bommel, o que tende a livrar o atacante de punições além do cartão aplicado em campo. A decisão alimenta o debate sobre a eficácia do VAR e a resposta institucional a episódios de jogo violento.

Torcedores e internautas também apontaram nas redes um possível contexto de revanche: Van Bommel havia sofrido, em setembro do ano passado, ruptura de ligamentos em disputa com o lateral Lucas Rosa, que ficou no banco neste clássico. O episódio reabre perguntas sobre a proteção da integridade física dos atletas e sobre a consistência da arbitragem em lances que podem causar lesões sérias.