A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, válida pelo Grupo A da Copa Libertadores, foi interrompida pouco após o início, quando torcedores colombianos lançaram sinalizadores e explosivos em direção ao gramado, especialmente perto do gol defendido por Rossi. Houve tentativa de invasão do campo e intervenção imediata da polícia local.
A bola correu por pouco mais de três minutos. Por determinação da arbitragem, atletas de ambas as equipes seguiram para os vestiários e permaneceram lá por cerca de 1h15 até que a Conmebol decidiu cancelar a partida. Nas redes sociais, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, apoiou a suspensão e afirmou que será aberto um expediente — além de defender a atribuição dos três pontos ao Rubro-Negro por falha de segurança do mandante.
O episódio acende preocupação sobre a responsabilidade dos clubes anfitriões em garantir condições mínimas de proteção para jogadores, delegações e torcedores em jogos internacionais. Embora ainda não haja definição formal sobre punições ou sobre a pontuação, a situação deverá ser tratada pela Conmebol em processo disciplinar e pode resultar em sanções ao Independiente Medellín se ficar comprovada a insuficiência de segurança.
No mesmo dia, o Mirassol venceu a LDU por 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo G, mas a notícia dominante foi o cancelamento em Medellín. Para o Flamengo restam dúvidas sobre o desdobramento administrativo e impacto no calendário continental, enquanto a confederação sul-americana analisa o caso.