Aos 24 minutos do primeiro tempo, o VAR anulou o que seria o segundo gol de Vinícius Júnior na partida entre Brasil e Escócia, disputada em Miami. O camisa 7 já havia balançado a rede mais cedo, aos seis minutos, mas a festa brasileira foi interrompida pelo sinal do árbitro de vídeo.
A decisão provocou reação imediata da torcida nas arquibancadas e nas redes sociais, com críticas à intervenção e questionamentos sobre a interpretação do lance. Comentários de torcedores e de parte da imprensa estrangeira também divergem da marcação, ampliando a sensação de controvérsia internacional sobre o episódio.
PC de Oliveira, consultor de arbitragem do Grupo Globo, avaliou publicamente que a anulação foi equivocada. Segundo o especialista, o contato que motivou a revisão partiu do defensor escocês, e não do atacante brasileiro, o que, na sua leitura, tornaria a falta inexistente naquele sentido. O árbitro mexicano César Ramos confirmou a anulação após a checagem no monitor.
Além do impacto imediato no placar e no ímpeto da seleção, a decisão reacende o debate sobre a consistência e a transparência do VAR em partidas de alto nível. Em um torneio em que margens são estreitas, decisões conflitantes sobre contatos duvidosos tendem a alimentar desconfiança entre clubes, seleções e torcidas.
O episódio deixa claro que, enquanto a tecnologia segue como instrumento de correção, a falta de critérios sólidos e comunicados claros sobre as interpretações usadas pelo vídeo pode transformar um lance esportivo em foco de disputa pública — algo que a organização da competição terá de enfrentar nas próximas rodadas.