Aos 7 minutos do segundo tempo de EUA x Paraguai, o árbitro holandês Danny Desmond Makkelie adotou o protocolo de correção por 'erro de identidade' e reverteu um cartão amarelo inicialmente exibido a Ream. Após checagem do VAR, a equipe de arbitragem concluiu que a infração não havia sido cometida pelo jogador americano, mas que Almirón havia simulado a falta — e aplicou o amarelo ao paraguaio por conduta antidesportiva.

O episódio marca a primeira aplicação registrada dessa mudança nas regras durante a Copa do Mundo 2026. A nova norma permite que o árbitro, orientado pelo VAR, retire uma advertência quando ficar comprovado que o cartão foi atribuído ao jogador errado. No caso em questão, a advertência dada a Ream por uma falta perto da linha de fundo foi anulada, e o cartão passou à conta de Almirón.

O protocolo prevê que o reinício da partida não impede a revisão do cartão, algo que ocorreu sem alterar o andamento imediato do jogo. Para a arbitragem, a decisão reforça a capacidade do VAR de corrigir erros claros de identidade; para as seleções, muda a dinâmica disciplinar em campo, já que um cartão a mais pode condicionar substituições e a postura tática nos minutos finais.

Do ponto de vista prático, a cena também abre debate sobre limites e velocidade das intervenções tecnológicas: enquanto a correção corrige uma injustiça disciplinar, expõe jogadores e treinadores a revisões que podem desconcentrar uma partida. Em termos de precedentes, a troca aplicada por Makkelie estabelece padrão operacional para futuras situações semelhantes na competição.