O empate em 2 a 2 entre Santos e Flamengo teve um dos momentos mais longos da rodada do Brasileirão quando, aos 26 minutos do segundo tempo, Jorginho tocou a bola com a mão em disputa com Rony dentro da área. A arbitragem inicialmente marcou falta e mostrou cartão amarelo, mas a cobrança não foi imediatamente executada.

Quatro minutos depois do lance, o VAR acionou o árbitro Anderson Daronco para que ele fosse ao monitor revisar as imagens. Depois de ver e rever o lance no campo, Daronco mudou a decisão: pênalti para o Santos e cartão vermelho para Jorginho, por ser o último homem. A cobrança só ocorreu aos 36 minutos, aproximadamente dez minutos após o início da controvérsia.

A parada prolongada gerou reclamações na Vila Belmiro — fato registrado durante a espera — e dividiu o tempo de jogo. O comentarista de arbitragem PC de Oliveira opinou que, diante das imagens, a marcação de pênalti e a expulsão foram corretas, reforçando o entendimento de que a jogada se enquadrava como mão voluntária e impedimento claro de oportunidade de gol.

O episódio ilustra a tensão atual entre a busca por decisão técnica precisa e o custo prático das longas revisões: embora o VAR tenha confirmado o lance, a demora afetou o ritmo da partida e alimenta o debate sobre procedimentos, padronização e transparência nas intervenções. Para torcedores e times, resta a eficácia da revisão — e a questão de como reduzir o impacto das paralisações no andamento dos jogos.