A arbitragem inglesa reconheceu o erro que decidiu o clássico entre Manchester United e Manchester City: o gol de Erling Haaland, aos 15 minutos do segundo tempo, foi validado após revisão do VAR, mas a análise de uma possível interferência de Enzo Fernández passou despercebida pela equipe de vídeo. A admissão oficial, divulgada pela Pro Ref, reacende críticas à aplicação do assistente de vídeo em lances subjetivos.
Na jogada, Haaland finalizou livre depois que a ação foi inicialmente anulada por impedimento. O VAR concluiu que não houve toque de Enzo na bola, mas deixou de avaliar de forma adequada se a presença do argentino em posição irregular atrapalhou o zagueiro Lisandro Martínez. Segundo a apuração da Sky Sports, aquele efeito sobre o defensor exigia que o árbitro Michael Oliver fosse chamado ao monitor para decisão em campo — o que não ocorreu.
A falha tem consequência prática imediata: o gol manteve o City com 100% na Premier League, mesmo com um jogador a menos desde a expulsão de Phil Foden, e deixou o United com quatro pontos após quatro rodadas. Fora a tabela, o episódio alimenta debate sobre consistência e transparência do VAR, especialmente quando a infração não depende de contato, mas de influência na ação do adversário — uma avaliação necessariamente interpretativa.
A confissão da Pro Ref põe pressão sobre o modelo de revisão: se o protocolo falha em encaminhar lances subjetivos ao árbitro no campo, a solução técnica perde parte de seu propósito. Para torcedores e clubes, resta a pergunta sobre como garantir decisões mais claras sem transformar o jogo em sucessivas idas ao monitor. O caso promete ser referenciado nas discussões sobre limites e procedimentos do VAR nas próximas rodadas.