França e Marrocos abrem as quartas de final em Boston com uma mudança operacional no uso do VAR: a Fifa escalou o árbitro de vídeo e o VAR suplente para atuar presencialmente no estádio. A decisão, já adotada em edições anteriores do torneio, tira os principais responsáveis pela revisão dos lances da sala central em Dallas e os coloca próximos ao gramado como contingência imediata.
O uruguaio Leodán González será o VAR da partida, com a nicaraguense Tatiana Guzmán como suplente. A presença física no estádio serve como plano de segurança caso haja falha de conexão entre o local do jogo e a central do VAR — o IBC, em Dallas — ou problemas técnicos que possam comprometer a revisão remota. Pelo protocolo da Fifa, isso também permite que o árbitro de campo recorra ao monitor local sem depender exclusivamente da sala remota.
A escala argentina na arbitragem principal mantém Facundo Tello como juiz central, auxiliado por Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade; Darío Herrera e Cristian Navarro foram designados quarto e quinto árbitros, e Hernán Mastrangelo ficará no VAR. A medida anunciada pela Fifa vale para todas as partidas seguintes do torneio, com o objetivo explícito de reduzir o risco de paralisações ou decisões atrasadas por problemas tecnológicos.
Do ponto de vista prático, a mudança tende a acelerar respostas em lances controversos e a preservar o andamento das partidas. Resta acompanhar se a alteração, além de preventiva, terá impacto perceptível na fluidez dos jogos e na gestão de reclamações sobre revisões — especialmente em partidas de alto risco, como a abertura das quartas, cujo vencedor encara o classificado de Espanha e Bélgica.