O Vasco entrou com uma ação na Justiça, nesta quinta-feira, pedindo tutela de urgência para obrigar o consórcio que administra o Maracanã — controlado por Flamengo e Fluminense — a autorizar a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no estádio. O pedido foi protocolado na 2ª Vara Cível da Comarca da Capital.
No processo, o clube sustenta que a busca pelo Maracanã não é mera preferência por maior público, mas cumprimento do regulamento da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil espectadores a partir das semifinais. São Januário, sede habitual do Vasco, não atinge esse limite, o que motivou o pedido judicial.
O consórcio já havia negado solicitações anteriores do Vasco neste ano para jogos no Maracanã — contra Vitória e Palmeiras — alegando desgaste do gramado e sequência de partidas. A negativa se repete agora mesmo com uma partida do Flamengo marcada dois dias depois do duelo com o Boca, fato utilizado pela gestão do estádio para justificar a recusa.
O Vasco argumenta ainda que deslocar o jogo para o Estádio Nilton Santos, alternativa de maior capacidade, imporia desvantagem esportiva pelo gramado sintético, diferente do gramado natural de São Januário e do Maracanã. A Conmebol exige definição do local até dez dias antes da partida, prazo que coloca pressão no calendário e nas decisões judiciais.
O juízo responsável vai analisar o pedido de tutela de urgência, que pode gerar decisão em prazo curto. Do ponto de vista do clube, a disputa envolve não apenas a observância de regras da competição, mas também receitas de bilheteria, logística e equilíbrio técnico. A disputa judicial e o prazo imposto pela Conmebol definirão os próximos passos.