A chegada de Renato Gaúcho mudou o cenário do Vasco em poucas semanas. Demitido em 22 de fevereiro, Fernando Diniz deixou um time com rendimento comprometido — um ponto nos três primeiros jogos e a lanterna após a derrota para o Santos — e Renato trouxe alterações que ao menos temporariamente renovaram a dinâmica do elenco.
No retrospecto prático: desde a estreia do novo treinador o Vasco somou 15 pontos em 24 possíveis, aproveitamento de 62,5%, desempenho equivalente ao de times do G-4 no mesmo período. Em oito partidas sob o comando do técnico, houve apenas uma derrota, no clássico contra o Botafogo (2 a 1). O saldo imediato foi afastar o clube do fundo da tabela e devolver confiança ao grupo.
As mudanças são sobretudo táticas e de perfil. Renato reduziu a dependência dos zagueiros na construção inicial e priorizou uma transição rápida da defesa ao ataque, acionando os pontas com mais frequência. Andrés Gómez emergiu como principal criador; Johan Rojas tem sido opção como meia mais avançado; e a alternância entre três volantes e um meio mais ofensivo refletiu tentativas de balancear proteção e progressão.
No elenco, nomes ganharam nova relevância: Cuiabano firmou-se na lateral esquerda e é quem mais soma participações diretas em gols com o novo comando, sendo também líder de assistências; Alan Saldivia virou titular ao lado de Robert Renan na zaga; Tchê Tchê, Hugo Moura e David reencontraram espaço. Fora os efeitos imediatos, o desafio segue sendo transformar o fôlego recente em sequência estável para subir na tabela.