O Vasco voltou ao Brasil com um resultado que mexe com a história do clube: 1 a 0 sobre o Boca Juniors, na Bombonera, em jogo de ida da semifinal da Sul-Americana. A vitória, conquistada mesmo após a expulsão de Andres Gomez e com a equipe reduzida, dá ao time carioca a vantagem mínima que precisa para, ao menos, chegar vivo ao jogo de volta.

Além do valor esportivo — o Vasco tornou‑se um dos poucos clubes brasileiros a vencer o Boca naquele estádio em mata‑mata — o triunfo traz impacto prático. A equipe ganha confiança para administrar a eliminatória, mas também enfrenta desgaste físico pelo estilo intenso que Pedro Emanuel promove, e a necessidade de recompor peças com Colídio e Gómez fora do próximo confronto.

A segunda partida promete tensão extrafutebolística: os ingressos para o Maracanã foram esgotados, mas um recurso do Consórcio Fla‑Flu pode forçar mudança de sede para o Paraguai. O técnico preferiu não polemizar sobre isso e reiterou que a sua prioridade imediata é recuperar o elenco para os compromissos que vêm pela frente, deixando a decisão administrativa para o clube.

O resultado na Argentina complica e ao mesmo tempo estimula a reta final da campanha vascaína — dá margem de manobra, mas não garante a vaga. Resta agora ao Vasco transformar a vantagem em classificação no Maracanã (ou onde for decidido), com atenção à rotação do time e ao controle do desgaste em agenda apertada.