O Vasco garantiu a vaga nas semifinais da Copa Sul‑Americana ao vencer o Santa Fe por 2 a 0 em São Januário, resultado que devolve o clube entre os quatro melhores de uma competição continental depois de 15 anos. A vitória, construída com apoio da torcida, foi comemorada pelo técnico Pedro Emanuel como reflexo de um grupo coeso e de boa leitura tática das partidas.

A alegria, porém, tem limite prático: o regulamento da Conmebol exige estádios com capacidade mínima de 30 mil pessoas a partir das semifinais. São Januário, com capacidade homologada para pouco mais de 20 mil torcedores, fica de fora. A alternativa natural é o Maracanã, palco já usado historicamente pelo clube, mas a diretoria amarga uma negativa recente para utilização do estádio em outro duelo – decisão justificada na época pelo estado do gramado e que acabou confirmada na Justiça.

O episódio anterior complica hoje a agenda vascaína. Pedro Emanuel deixou claro que prefere jogar em São Januário, ressaltou a identificação do elenco com a torcida e disse que, não sendo possível, o time trabalhará para atuar no Maracanã. Na prática, a diretoria terá de negociar com a administração do estádio e com a Conmebol em um calendário apertado, e a indefinição pode afetar logística, bilheteria e até o ambiente de jogo — perdendo-se parte da vantagem que o clube tem com seu torcedor em São Januário.

O Vasco volta ao campo pelo Brasileirão no sábado contra o Coritiba, em São Januário, antes de definir o mando das semifinais previstas para as semanas de 14 e 21 de outubro. Além do mérito esportivo, a classificação abre uma frente administrativa e política dentro do clube: a necessidade de garantir um palco à altura da conquista e transformar a boa fase em resultado concreto na reta final da temporada.