O Vasco bateu o Vitória por 1 a 0 em São Januário na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, com atuação em que brilhou mais o coletivo em torno de momentos individuais. Colidio e Ramon Rique foram os nomes mais positivos: o atacante criou as primeiras chances e assustou a defesa adversária; Rique equilibrou defesa e saída de bola e foi constante no apoio ofensivo.
O goleiro foi peça determinante nos minutos finais, com duas intervenções importantes que preservaram o placar. Ainda assim, não teve partida perfeita: saiu mal em um lance de escanteio e cometeu erros de saída de bola nos instantes finais. No balanço, suas defesas tranquilizaram o time num jogo que poderia terminar de forma diferente.
O Vasco sofreu um baque cedo com a expulsão por mão na bola, confirmada após revisão do VAR, quando ainda não havia 20 minutos de jogo. A expulsão obrigou mudanças táticas imediatas e elevou o custo físico da equipe, que precisou reorganizar setores e apostar em velocidade para administrar a vantagem. A entrada de Paulo Henrique no fim do primeiro tempo foi leitura correta do treinador para recuperar profundidade.
Ofensivamente houve lampejos: Goméz apareceu com arrancadas e quase marcou um golaço; Piton e Puma foram importantes nos cruzamentos; Spinelli teve chances não convertidas. Mas o time também cometeu erros de passe e perdas de posse em momentos de transição, além de oportunidades claras desperdiçadas por jogadores que aceleraram além da conta após a redução numérica.
O resultado deixa o Vasco em vantagem, porém frágil. A vitória por um gol e o cartão vermelho transformam a decisão da vaga em confronto aberto para a volta: o time entra pressionado a manter a disciplina e mais eficiente na criação para não ver a vantagem dissolver-se em Salvador. Em termos práticos, há sinal de progresso individual, mas também pontos claros a serem corrigidos antes do duelo de retorno.