A entrada de Renato Gaúcho no comando técnico do Vasco desencadeou uma guinada imediata na campanha do clube. Em apenas cinco partidas, a equipe somou 11 dos 15 pontos disputados — sequência que inclui três vitórias e dois empates — e saltou da parte baixa para a oitava posição do Brasileirão. O desempenho recente colocou o Cruzmaltino num patamar de aproveitamento comparável ao dos líderes.
Os números explicam a empolgação: o aproveitamento de 73,3% nas últimas cinco rodadas supera o de times que hoje ocupam vagas no G-4 e fica apenas abaixo do líder Palmeiras, que registra 81,48% no geral. No recorte mais curto, o Vasco tem o segundo melhor rendimento do campeonato, atrás apenas do Fluminense, que somou 12 pontos no mesmo período. São sinais claros de recuperação técnica e motivacional.
Estamos no início do trabalho, com pouco tempo de preparação, e mesmo assim a equipe vem jogando de forma consistente.
A diretoria, que começou o ano projetando disputa por vagas na pré-Libertadores, vê no momento de Renato a chance de resgatar aquele plano. Mas a leitura precisa ser cautelosa: o técnico assumiu em janela encurtada pela Data Fifa e baseia boa parte do salto em uma amostra de cinco jogos. A manutenção do nível exigirá profundidade tática, regularidade e respostas a jogos de maior pressão.
O próximo teste é imediato e simbólico: o clássico contra o Botafogo, em São Januário. Um resultado positivo não só confirmaria a melhora como aumentaria a confiança da torcida e daria fôlego ao projeto de consolidação. Ao mesmo tempo, tropeços em confrontos diretos exporiam a fragilidade do momento, lembrando que curvas de recuperação rápidas podem conviver com oscilações bruscas.
No plano prático, o Vasco precisa transformar a arrancada em rotina. A equipe mostrou capacidade de competir com os concorrentes e frequência para somar, mas o cenário exige agora gestão de elenco e manutenção física para atravessar o calendário. A evolução recente reduz o pânico institucional, mas cria uma nova expectativa: quem assume tem de entregar sustentação, não apenas episódios de brilho.
Conquistamos 11 de 15 pontos e isso dá confiança; a meta é pensar grande e brigar pela parte de cima da tabela.