O Vasco perdeu por 3 a 1 para o Olimpia, nesta quarta-feira, no Defensores del Chaco, e colocou a classificação na Sul-Americana em zona de risco. Na coletiva, o auxiliar permanente Bruno Lazaroni substituiu Marcelo Salles — um dos membros da comissão técnica que foi expulso no primeiro tempo — e fez críticas diretas à atuação da arbitragem comandada por Wilmar Roldán.
Lazaroni explicou a estratégia do time — ceder a posse e fazer pressão no bloco médio para explorar transições — e disse que o plano funcionou em vários momentos, com oportunidades claras para matar a partida. O ponto de reclamação foi o que considerou falta de critério: segundo ele, faltas favoráveis ao Vasco não foram marcadas com a mesma intensidade aplicada ao adversário, e uma falta que originou o segundo gol do Olimpia foi deixada de lado pelo árbitro, apesar da sinalização do assistente.
A partida teve ainda mais um episódio complicado: a expulsão do jovem João Vítor Mutano, que recebeu vermelho por uma solada na região genital de um oponente. Lazaroni admitiu que a marcação do cartão foi correta — salientou a condição de jogador em início de carreira e o peso do momento —, mas voltou a enaltecer o problema de critérios como fator que desequilibrou o confronto.
Com o resultado, o Vasco caiu para a segunda posição do Grupo G e terá de vencer o Barracas Central em São Januário na próxima quarta-feira e torcer por um desfecho favorável entre Audax Italiano e Olimpia para recuperar a liderança. A situação complica a vida do clube, que agora depende de combinação de resultados e vê aumentar a pressão sobre a equipe e a comissão técnica, embora Lazaroni mantenha a aposta em um jogo de reação dentro de casa.