O Vasco dominou o duelo em São Januário, mas voltou a esbarrar na ineficácia ofensiva e ficou no 0 a 0 com o Olimpia. O número do jogo resume a contradição: 21 finalizações e 68% de posse para os cariocas, diante de apenas duas chances do time paraguaio. Apesar do domínio estatístico, faltou o mais importante — o gol.
A deficiência do setor de ataque é um problema que atravessa a temporada. Chances claras foram criadas e desperdiçadas, com o goleiro Olveira aparecendo em defesas importantes, mas a falha principal é dos atacantes. David, escalado centralizado, não aproveitou oportunidade clara no segundo tempo; Spinelli entrou e também não mudou o panorama. O clube ainda sente ausência do trio Vegetti, Rayan e Coutinho, responsáveis por 58 dos 94 gols de 2025.
Na esteira do empate, a diretoria acelera a busca por reforços. Pedro Emanuel deixou claro que o time precisa de complementos com características diferentes, enquanto o clube enfrenta dificuldade para fechar um centroavante de peso. Brenner está fora por lesão no pé; Colidio, primeiro reforço anunciado para o semestre, chega com expectativa, mas sem o histórico de faro de gol que o Vasco tanto procura.
As consequências já aparecem: em quatro dos oito jogos sob comando de Emanuel o ataque ficou em branco, indicador direto da pressão que se instala sobre comissão técnica e diretoria. O Vasco está na zona de rebaixamento do Brasileirão e encara o confronto com o Santos no domingo como uma partida decisiva. Sem contratações urgentes ou respostas imediatas do setor ofensivo, a temporada do clube tende a ficar marcada por risco e pressão crescente.