O Vasco voltou de Bogotá com um empate sem gols que, na avaliação do técnico Pedro Emanuel, tem valor pela condição adversa. Em 2.600 metros de altitude e contra um Santa Fe físico e experiente, a equipe fez um jogo cauteloso e saiu com a eliminatória em aberto para a decisão no Rio.
Emanuel reconheceu que levou à Colômbia um time composto majoritariamente por reservas, decisão tomada com a cabeça já na partida de sábado pelo Campeonato Brasileiro contra o Grêmio. A opção teve custo e benefício: permitiu preservar titulares, mas manteve a equipe em dificuldades iniciais diante da intensidade e das condições locais.
O treinador destacou que a anulação de um gol do Santa Fe teve efeito anímico e ajudou o Vasco a se reorganizar. A partir daí o time conseguiu controlar melhor a bola e criou oportunidades, sobretudo em jogadas de bola parada. Spinelli teve a chance mais clara dos visitantes, mas desperdiçou; defensivamente o adversário também assustou em escanteios.
Sobre Richarlison, alvo de cobiça diretiva, Pedro Emanuel preferiu não entrar no tema: afirmou que trabalha com os jogadores que estão à disposição e não comentaria negociações que não fazem parte do dia a dia do grupo. A direção do clube segue, segundo relatos públicos, numa negociação considerada complexa.
Mesmo com a colocação desconfortável no Brasileirão, o técnico defendeu que o rendimento não tem sido proporcional aos resultados e valorizou o reconhecimento da torcida. A vaga da Sul-Americana será decidida na segunda mão, no Rio, e o empate na altitude deixa tudo em aberto — mas obriga o Vasco a somar soluções sem depender de reforços imediatos.