Sem Facundo Colidio à disposição — o argentino sequer embarcou porque não foi inscrito na Copa Sul-Americana — o Vasco chega à Bombonera com uma dúvida de formação. Pedro Emanuel tem à mão duas opções para ocupar a vaga: Nuno Moreira e Adson, que treinaram como alternativas ao atacante titular antes da semifinal desta terça-feira, às 21h30 (de Brasília).
Colidio vinha sendo observado desde a lesão na coxa, que o tirou do jogo anterior; imagens registraram o argentino sentindo o incômodo antes de dar lugar a Nuno Moreira. A situação administrativa complicou o cenário: o atacante segue listado pelo River Plate para a fase mata-mata e, por isso, não consta entre os inscritos do Vasco na competição.
Na véspera do duelo, o time trabalhou no estádio do Riesta, único local de atividade em solo argentino antes do confronto, e o treinador testou variações com Nuno e Adson para ajustar movimentações e composições ofensivas. Outra boa notícia para a comissão técnica é Bruno Duarte: poupado no sábado após levar uma pancada na costela, ele não tem problema físico e deve começar entre os titulares.
Além da preparação em campo, o clube segue buscando alternativas fora dele: o Vasco protocolou novo pedido na Justiça para transferir a partida ao Maracanã. No aquecimento local, Santiago Sosa teve gesto de reconhecimento à torcida cruz-maltina que acompanhou a delegação — sinal da dimensão do confronto e da pressão que o jogo representa para ambas as equipes.
A escolha entre Nuno Moreira e Adson define não só a referência ofensiva do Vasco na Bombonera, mas também a forma como a equipe tentará neutralizar a pressão do Boca. Cabe ao técnico equilibrar intensidade e construção, sabendo que a ausência de Colidio reduz as opções de referência central e força adaptações táticas logo no jogo de ida da semifinal.