O Vasco fez o dever de casa e saiu do Mangueirão com a vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu pela quinta fase da Copa do Brasil. Spinelli foi o nome da partida, decisivo ao converter os gols que definiram o placar. A entrada do argentino entre os titulares deu resultado imediato e justificou a aposta da comissão técnica. O triunfo, porém, não apagou fragilidades exibidas ao longo dos 90 minutos.

No primeiro tempo o time sofreu com a exposição pelo lado direito: coberturas falharam, houve desatenção em perseguições individuais e até um escorregão que originou contra-ataque adversário. Nesse cenário, Léo Jardim apareceu para salvar o Vasco em duas oportunidades claras — uma delas em chute cruzado de Ítalo — e evitou que o jogo tomasse outro rumo. Ainda assim, a defesa mostrou variação de desempenho e precisa de mais imposição para dar segurança ao setor.

O ataque teve momentos de brilho quando procurou Gómez com mais frequência: o cruzamento do jogador resultou no primeiro gol de Spinelli e deu sequência ao jogo de superioridade na etapa final. Houve também um gol anulado pelo VAR, que impediu uma resposta importante por parte de outro atacante e acabou adiando a tranquilidade. Substituições promoveram ajustes, e o time soube crescer na etapa complementar para consolidar a vitória.

No balanço, a vitória traz alívio e mantém o Vasco na rota da competição, mas a leitura técnica é clara: o resultado não deve servir como verniz para erros recorrentes. A comissão técnica tem pauta imediata para corrigir posicionamento e recomposição pelo lado direito e exigir mais consistência de alguns titulares. Em dia de decisão, o carro-chefe foi a eficiência do ataque e a intervenção pontual do goleiro; a aposta agora é transformar esse desempenho em padrão.