O Vasco chega à reta final da janela com uma necessidade prática: reduzir a presença de estrangeiros na lista de relacionados. As contratações de Sosa e Colidio elevaram para dez o número de gringos no elenco — acima do limite de nove imposto pela CBF — e obrigaram o técnico Pedro Emanuel a excluir um estrangeiro das convocações; Alan Saldivia, por exemplo, ficou fora contra o Santos.

Diante da restrição, a diretoria passou a priorizar alvos brasileiros para posições carentes. A busca por um camisa 9 ganhou força: Bruno Duarte, do Estrela Vermelha, desponta como opção alinhada ao perfil desejado — finalizador e, sobretudo, compatriota, o que facilita a composição das listas sem violar a regra da CBF.

Na defesa, Diego Carlos é o plano A, mas a negociação enfrenta concorrência do Parma, que avançou em conversas por empréstimo com o Fenerbahçe. O clube também sondou nomes como Arthur Chaves, Gabriel Pereira e Luiz Felipe, todos brasileiros que atuam no exterior, mas as tratativas ainda não evoluíram de forma significativa.

A prioridade por brasileiros não exclui oportunidades estrangeiras, especialmente para o meio-campo: havia interesse em um camisa 8 e negociações por nomes gringos, e as conversas por Nelson Deossa esfriaram recentemente. No curto prazo, a limitação imposta pela CBF impõe escolhas pragmáticas e pressiona a direção a fechar peças que resolvam falta de gols e dêem mais consistência defensiva antes do fechamento da janela.