O Vasco conquistou vantagem na ida das quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Vitória por 1 a 0, mas a vitória ficou em segundo plano diante da reclamação intensa da diretoria com a arbitragem. O diretor de futebol do clube apontou erros considerados graves que, segundo o clube, prejudicaram o time durante a partida.
O principal ponto de contestação foi a expulsão do volante Barros, aos 14 minutos do primeiro tempo. Entre as cenas que motivaram a polêmica, há a pressão de Renato Kayzer sobre a saída de bola e um toque de mão de Barros, que terminou com o árbitro recorrendo ao VAR e aplicando cartão vermelho. O Vasco sustenta que a jogada sofreu influência prévia do adversário e que a decisão acabou sendo exagerada. Ainda no primeiro tempo, um lance com Spinelli, interpretado pelos cruz-maltinos como pênalti, também alimentou as reclamações.
No intervalo, a insatisfação se transformou em confronto: Admar Lopes e outros membros da comissão técnica foram até a saída do árbitro e tiveram de ser contidos por policiais. Houve ainda tumulto no vestiário, com relatos de que Polícia Militar e o BEPE chegaram a apontar armas para funcionários do clube. Em seguida, a diretoria protocolou pedido para que a CBF reflita sobre a escalação do árbitro em partidas decisivas e pediu isenção em eventual jogo de volta em Salvador.
Do ponto de vista esportivo, o Vasco saiu vitorioso mesmo com um a menos, o que mantém o cenário aberto para o jogo de volta. Politicamente, porém, a cena abre mais uma frente de debate sobre a qualidade da arbitragem e a segurança no entorno das partidas — fatores que podem pesar no ambiente antes do duelo em Salvador e aumentar a pressão sobre a CBF e o departamento de arbitragem.