O Vasco conseguiu o empate por 2 a 2 com o Flamengo no fim do clássico no Maracanã, com Hugo Moura marcando nos acréscimos. O resultado teve gosto de recuperação: a equipe esteve duas vezes em desvantagem por falhas individuais, mas demonstrou equilíbrio e não se rendeu ao adversário que briga pelo título.

A leitura tática do jogo deixa sinal amarelo. Renato optou por um ataque pensado para ser mais físico e veloz, mas a escolha inicial não rendeu. Brenner teve atuação discreta e desperdiçou chances claras; na defesa, vacilos de Cuesta e Robert Renan abriram espaço para Pedro. O pênalti cometido por Paulo Henrique foi outro erro infantil que custou vantagem ao time.

As substituições, porém, mudaram a dinâmica. A entrada de Andrés Gómez, Spinelli e Adson deu mais mobilidade; Nuno Moreira e Hugo Moura, já no fim, confirmaram o impacto com o escanteio e o cabeceio do empate. Cuesta ainda se redimiu ao participar do lance decisivo, mas fica a interrogação sobre por que esse trio decisivo não foi acionado mais cedo.

Politicamente em campo, o ponto contra o rival vale mais do que contra adversários mais fracos: somar com equipes do topo ajuda na luta por espaço na tabela. Ainda assim, o Vasco segue na 13ª posição, reflexo do início ruim. Se a equipe quer transformar entrega em resultados, precisa de menos erros defensivos, mais contundência no ataque titular e decisões mais claras de Renato.