Curitiba (PR) — Foi na Arena da Baixada, palco do duelo desta quarta pelo Brasileirão, que o Vasco escreveu um dos capítulos que a direção e o elenco apontam como virada de chave para o desempenho em mata-mata. Nas quartas da Copa do Brasil de 2024, o cruzmaltino saiu na frente com 2 a 1 em São Januário, sofreu o revés por 2 a 0 no Paraná e viu a dificuldade aumentar após a expulsão de Rayan aos 41 minutos do primeiro tempo.
Quando a situação se encaminhava para uma derrota elástica, Lucas Piton cruzou e Vegetti diminuiu nos minutos finais da etapa inicial. O Vasco segurou o ímpeto do Athletico no segundo tempo, forçou a decisão por pênaltis e teve Léo Jardim como destaque na série que garantiu a classificação.
A gente tem sofrido bastante ultimamente, com placares, com jogadores a menos. Acho que isso tem norteado um pouco o nosso trabalho, sofrendo um pouco mais do que a gente gostaria, mas isso nos eleva. Estamos sofrendo, mas conseguindo atingir os resultados. Queríamos a vitória hoje, mas veio a classificação importantíssima.
Internamente, elenco, comissão e diretoria passaram a tratar aquele jogo como prova de que a equipe poderia ser competitiva em torneios eliminatórios. Desde então, o clube acumulou boas campanhas em mata-mata, chegando a somar três semifinais em competições do calendário recente.
O técnico à época, Rafael Paiva, resumiu a leitura do momento: "A gente tem sofrido bastante ultimamente, com placares, com jogadores a menos. Acho que isso tem norteado um pouco o nosso trabalho, sofrendo um pouco mais do que a gente gostaria, mas isso nos eleva. Estamos sofrendo, mas conseguindo atingir os resultados. Queríamos a vitória hoje, mas veio a classificação importantíssima."
Antes de pensar na Copa do Brasil contra o Palmeiras — onde precisa reverter um 1 a 0 — o foco imediato é o Brasileirão. Com risco de rebaixamento real, Pedro Emanuel deve escalar o que tem de melhor na Arena da Baixada para buscar pontos cruciais e repetir, em outro cenário, a reação que serviu de referência no ano passado. "É até inexplicável, mas a gente faz valer muito o nosso fator casa em São Januário ou até quando mandamos o jogo no Maracanã, com o apoio do nosso torcedor. É algo natural. Encaramos todos os jogos de maneira decisiva, como tem que ser, principalmente no Brasileiro, quando brigamos na parte inferior da tabela."
É até inexplicável, mas a gente faz valer muito o nosso fator casa em São Januário ou até quando mandamos o jogo no Maracanã, com o apoio do nosso torcedor. É algo natural. Encaramos todos os jogos de maneira decisiva, como tem que ser, principalmente no Brasileiro, quando brigamos na parte inferior da tabela.